É um número quase difícil de acreditar, mas é bem real, de acordo com os dados do Departamento de Urbanismo da cidade de Paris. Se juntássemos todas as esplanadas dos cafés, bares e restaurantes da capital, teríamos uma mesa contínua com mais de 150 quilómetros de comprimento. Para se ter uma ideia da magnitude, isso é mais de quatro vezes a extensão do Boulevard Périphérique, que mede “apenas” 35 quilómetros.
Imagina por um momento essa mesa imensa que daria mais de quatro voltas em Paris. Ela atravessaria os bairros chiques de Saint-Germain-des-Prés, animaria as ruelas badaladas do Marais, absorveria a atmosfera popular de Belleville e ofereceria uma vista deslumbrante das alturas de Montmartre. Essa linha ininterrupta de convívio é a prova física e mensurável de que Paris é realmente a capital mundial do aperitivo, dos bistrôs e dos laços sociais. E cada mesa, mesmo a mais pequena instalada numa calçada exígua, contribui para esse recorde impressionante.
Essa particularidade se explica pela própria cultura parisiense. As esplanadas são uma extensão dos apartamentos, muitas vezes pequenos, e tornam-se verdadeiras salas de estar ao ar livre. São o palco da vida social, um lugar onde as pessoas se encontram com amigos, leem um livro, trabalham no computador ou simplesmente observam as pessoas a passar. Quer se trate das pequenas mesas redondas típicas dos bistrôs ou das grandes instalações modernas, cada esplanada contribui para esta atmosfera única.
Paris, capital incontestável da arte de viver em terraços
Este número de 150 quilómetros não é, portanto, uma simples «informação inútil», como sugere o vídeo. É um verdadeiro símbolo da convivialidade e da capacidade da cidade de transformar cada espaço público num local de encontro e partilha. É a materialização de uma cultura onde o prazer de se encontrar prevalece sobre tudo o resto.
Então, da próxima vez que se sentar numa esplanada para tomar um café ou um aperitivo, lembre-se de que está a participar neste recorde. Cada copo pedido, cada cadeira ocupada, prolonga um pouco mais esta imensa mesa que torna Paris uma cidade tão singular, onde a felicidade também se cultiva ao ar livre.
