Um ícone da cena eletrónica francesa deixa-nos. Foi o Ministério Público de Paris que confirmou a informação aos nossos colegas da franceinfo: o corpo de Vincent Belorgey, de 50 anos, foi encontrado na terça-feira na sua casa. Foi aberta uma investigação para apurar as circunstâncias da sua morte, mas, até ao momento, não foram encontrados indícios suspeitos no local. A notícia suscitou imediatamente uma onda de homenagens no mundo da música e do cinema, tal foi a marca que o artista deixou na cultura pop dos últimos vinte anos.
«Nightcall», a música que fez do Kavinsky uma lenda graças ao filme «Drive»
É impossível falar do Kavinsky sem falar do «Nightcall». Lançada em 2010, esta música ganhou notoriedade junto do grande público ao tornar-se a música de abertura de «Drive», o filme de culto de Nicolas Winding Refn protagonizado por Ryan Gosling. Esta faixa, coescrita com Guy-Manuel de Homem-Christo (Daft Punk), catapultou o Kavinsky para o estatuto de ícone de uma música eletrónica retrofuturista, repleta de referências à cultura pop, como bandas sonoras de filmes e videojogos dos anos 80.
Para além deste sucesso mundial, o Kavinsky construiu uma discografia sólida, entre o seu primeiro álbum, «OutRun» (2013), e faixas como «Roadgame», usadas em vários anúncios, que fizeram dele uma das assinaturas sonoras mais reconhecíveis da nova geração do French Touch.
A dupla marcante com a Angèle nos Jogos Olímpicos de Paris 2024
Um dos momentos altos da sua carreira recente: o Kavinsky interpretou «Nightcall» ao vivo ao ladoda Angèle e da banda Phoenix, na cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Uma atuação que marcou as pessoas e que relembrou, perante uma audiência mundial, o seu talento.
O Kavinsky também tinha-se aventurado no cinema, nomeadamente ao lado do seu amigo de longa data Quentin Dupieux no filme «Steak». Com a sua morte, toda uma geração de fãs de música eletrónica e de cinema perde um dos seus embaixadores.