A bomba acabou de explodir. Após décadas de especulações, investigações e fantasias, a identidade de Banksy teria finalmente sido revelada. E nem é preciso dizer que isto está a abalar tanto o mundo da arte como as redes sociais. Para mergulhar de novo no seu universo irónico, politicamente incorreto e rebelde, recomendamos que visites o Museu Banksy Paris, 900 m² de murais, desenhos e projeções dedicados ao artista de rua britânico, em pleno coração do 9. º arrondissement de Paris.
18 Abril 2026 10:00 + mais datas disponíveis
Uma investigação bombástica que volta a agitar tudo
De acordo com uma vasta investigação publicada em 2026, o famoso artista de rua seria, na verdade, Robin Gunningham, um britânico natural de Bristol. Aliás, trata-se de um nome que já circula há anos. Os jornalistas cruzaram as fontes para chegar a esta conclusão. Documentos oficiais, testemunhos, as suas viagens (sempre com fins políticos, incluindo uma viagem à Ucrânia em 2022), um mandado de detenção em Nova Iorque em 2000…
Resultado: um conjunto de indícios considerado o mais sólido já publicado até à data. Alguns elementos sugerem mesmo que ele teria usado uma nova identidade, mais discreta, para continuar a operar nas sombras…
Banksy: um mito construído sobre o anonimato
Desde os anos 90, Banksy impõe-se como o artista anónimo mais famoso do mundo, misturando graffiti, humor negro e crítica política. As suas obras icónicas, como «Girl With Balloon», ou as suas intervenções chocantes no espaço público, fizeram dele uma lenda viva. Mas, acima de tudo, o seu anonimato tornou-se a sua assinatura. Um artista invisível… mas, afinal, omnipresente.

Então, realmente desmascarado? Não é assim tão simples
Mesmo que a investigação pareça convincente, nem toda a gente concorda. O seu advogado contesta as conclusões, o mistério persiste na opinião pública e alguns lembram que esse «segredo» já não tão secreto era conhecido há muito tempo. Na realidade, Banksy pode ter sido «desmascarado», mas nunca foi realmente desmistificado.
Por que é que esta revelação fascina tanto
Se este caso está a explodir nas redes sociais, é porque toca em algo profundo. O fascínio pelas identidades ocultas, o mito do artista rebelde, a fronteira entre arte e mistificação, uma cultura do segredo que se torna viral.
E se não quiséssemos mesmo saber?
No fundo, a verdadeira questão talvez não seja quem é o Banksy, mas por que é que nos importamos tanto que ele continue a ser um mistério. Pois o seu poder reside precisamente nisso: um artista sem rosto, livre de tudo, que pode aparecer em qualquer lugar, a qualquer momento. E mesmo que hoje circule um nome, uma coisa é certa: o mito Banksy, por sua vez, está longe de ter desaparecido. Aliás, o seu museu já faz parte da lenda parisiense. Sabias disso? Para os fãs mais dedicados, é até possível «dormir com o Banksy» neste hotel absolutamente insólito.